Noite insone e angustiante.
Inquietação e vontade de girar!
Estagnação e vontade de parar.
Vamos???
Não vamos...
Vamos sim!
Eu vou!
Tu vai?
Não posso esperar...
Não pude esperar!
E o "um por todos e todos por um"?
Pois é...
Uma insanidade me encheu de urgência!
Um "leve desespero" jogou-me na pista!
Foi insano e interestadual!
Só, tri louco, bem legal
Este meu solito pedal!
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segunda-feira, 2 de outubro de 2017
domingo, 10 de setembro de 2017
Sol no quadro
E
esse Sol dentro do quadro?
No
chão seco lixo e folhagem
A
tosse é do ar, o seu recado
Quadro
não há - só foto/imagem.
Mas
dentro do quadro há estrela
Que
já não está, subiu, fluiu.
Nas
fotos artifícios de certeza
Do
que já se foi, quem viu, só viu!
Mas
esteve dentro do quadro o Sol?
O Sol que não é o mesmo do violão?
Ou
foi meu olhar vendo em bemol
Que
me fez enquadrar o sol e a visão?
No
quadro parado hoje morou o Sol
Nos olhos, na foto, um Sol de audição!
Nos olhos, na foto, um Sol de audição!
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Espideros, sim senhor!
Não
taxe de errado “Los Tres Espideros”
É
meu portunhol exprimindo tão bem
As
bicis “de entrada”, de bicicleteiros
Que
não são como as “speed’s” de outrem.
Primeiro
a explosão de um pneu
E
o drama de não poder avisar
Ao
barbudo esperarando além
E
corremos pra ele não debandar
Mas
ao me virar, me vi sozinho
Um
novo imprevisto e lá foi-se o ar
E
eu sem saber se seguia o caminho
Ou
se ia adiante ao outro chamar
Se
é “um por todos e todos por um”
Eu
solitário não iria ajudar
O
outro não iria de modo algum
E
trouxe outras câmaras de ar
Sanado
o problema voltamos ao rumo
Um
trem de inflamáveis eu vi passar
Nós
com as pernas ganhando o mundo
Sem
nenhum barulho no solo a avançar
Então
um de speed passou ao meu lado
Zombando
e pedindo mais velocidade
Sou
só um espidero, seu moço zoado
De
leve nós vamos sentindo as cidades
E
qual é a chave pra vida ser boa
A
outros de speed com chave ajudar?
Sumiram
na frente, carbono que voa
Mas
sem ferramentas, pra leve avançar
E
nós, espideros de entrada pra vida
Vamos
ajuntando histórias pra dar
Em
versos ou vídeos, entrada e saída
Seguimos fluindo, como rio ao mar!
Seguimos fluindo, como rio ao mar!
Cem km Senti
Todo
esse tempo que fiquei sem te ver
Senti
a dor de ficar
longe
de cada centímetro teu.
Lembro
do tempo que foi: cem dias com você
Sentindo
o céu de beijar
Cada
centímetro do corpo teu
Cem
Km
Sem
sentido
Sem
o teu sorriso
Sem
você
Cem
quilômetros
Cem
miragens tuas
A
cada curva,
No
fim de cada ladeira...
Toda
essa dor que eu senti dos cem km
Sem
te encontrar
Sinto
em cada centímetro meu
Mas
daqueles cem dias eu não posso esquecer
Pois
ficaste aqui
Na
memoria, onde sempre fica
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
A Sexta Experiência! "Cêis tão aí?"
Já faz mais de um ano que resolvi
escrever pelo menos um poeminha para cada pedalada no Strava (aplicativo e rede
social que monitora e compartilha atividades físicas). Como vou de casa ao
trabalho quatro vezes por semana de bicicleta, e pedalo mais uma ou duas vezes
no fim de semana, sempre registrando tudo no Strava, por mais que eu esteja sempre
dizendo/escrevendo algo, como dizem Os Paralamas do Sucesso, “tem sempre alguma
coisa por dizer”. Mas meus escritos escondidos no Strava, há alguns dias,
pediram passagem e saltaram para além de lá: comecei a compartilhá-los inbox
com dois barbudos que passaram a pedalar comigo. Como eu também cultivava no
rosto uma vasta pelagem na ocasião, ao fazer uma foto com o nascer do sol ao
fundo, em uma fria manhã de Inverno aqui no Sul do Mundo, falei para os dois
sujeitos que éramos um trio bem peculiar naquela foto. Os pelos no rosto, por
mais que houvesse um sol imenso na imagem, roubaram a cena da foto. Foi aí que me
veio na cabeça e falei “Olha só esse trio! TriBarba!”.
Posso dizer seguramente que mais de 90%
dos quilômetros que pedalei foram de maneira solitária. Desde que adotei a
bicicleta para ir trabalhar em um supermercado na adolescência, passando pelos
meus estudos de graduação e mestrado na UEL até minha jornada daqui de Londrina
até Bauru, em São Paulo há dois anos (papo pra outra postagem), quase sempre
estive solito, como o Márcio no poema de inauguração deste blog. Justamente por
estar vivendo um tipo de isolamento social, não planejei sair dele. Mas começaram
a surgir as ideias de pedalada. Primeiro em dupla. Fiz um giro com o Armando,
profundo conhecedor e entusiasta da Caloi 10. Eu, que sempre preferi estradas a
trilhas, tinha adotado, desde sempre, Mountain Bike (MTB) hibrida, com pneus
lisos, com amortecedor quase nulo no garfo. Começava ali meu primeiro contato
com uma Speed. E foi aí, com essas primeiras postagens do Strava, replicadas no
Facebook, que o Márcio embarcou conosco. Ele foi o último e bravo ser que prosseguiu
habitando virtualmente apenas no Twitter, resistiu por anos e como pode ao face.
Mas, de repente, lá estava ele também.
Três cidadãos em situações novas: eu
saindo, ao menos aos domingos, do meu
isolamento, Armando voltando a pedalar e retomando a antiga paixão pela Caloi
10, e o Márcio, agora com um perfil no facebook. Naquela pedalada que marcou o
início do trio, eram duas MTB e uma speed. Na semana seguinte o Márcio adquiriu
uma Caloi 10, e eu, em um dos trajetos mais pesados da região, por conta das
subidas agudas (Warta), sofri para acompanhá-los. Decidi ali mesmo que
precisava também de uma bicicleta speed. A grana era curta, mas achei, naquela
mesma semana, uma promoção em um site, que me permitia pagar parcelado. Comprei!
Nos tornamos assim “Los Três Espideros”! Fizemos um pedal épico até Rolândia. Como
de costume, mandei-os o poema daquele pedal. Então o Márcio começou a
arquitetar a inauguração deste blog aqui! Ele acabou indo sozinho na semana
passada, por causa de uma grande combinação de fatores. Nessa semana o Armando
não conseguiu ir, então fomos em dois! De uma semana para outra do blog saímos
do solito para o duo! Em breve voltamos com o trio!
Iria escrever sobre o último pedal,
mas acho que me empolguei demais aqui. Quando eu próprio canso do que estou
escrevendo, é sinal mais que convincente de que devo investir na busca por um
ponto final. Em breve voltamos! Tem vídeos do último pedal. Tem boas histórias.
Haverão de haver poemas... Digo apenas que fiz a pedalada em dois turnos. No duo
do temporal com o Márcio de manhã, e solito à tarde. Fiz 66 Km. Veja bem “6” “6”!
Numero emblemático! Há seis anos eu, que pesquisava a música de Raul Seixas
(que se dizia explosivo por ter nascido no ano da bomba atômica), em paralelo
com a filosofia de Nietzsche (que dizia “não sou um homem, sou uma dinamite”),
fiquei perplexo ao notar que, ali, naquele Agosto de 2011, completavam-se 66
anos das bombas atômicas que colocaram um ponto final na Segunda Guerra. Não obstante
os efeitos terríveis de uma bomba, as explosões (sobretudo as metafóricas) tem
um poder transformador! E foi justamente há seis anos que comecei a blogar.
Primeiro de maneira amadora e incidental, no twitter, no “Clã Pierrot” (nome
póstumo dado pelo Abiloblog, do Carlos Maltz – baterista co-fundador dos
Engenheiros do Hawaii). Depois no “Tragicamente Falando” (que mantenho até hoje
de forma livre, para meus poemas e canções). Na mesma época comecei a
contribuir com o blog “Estação Raul”, de um programa da Rádio UEL em que eu era
um dos produtores. Aquela semente amadora do primeiro clã, viraria em 2015 “Clã
Curinga”, onde contribuí com textos filosóficos, músicas, poemas e crônicas
periódicas. Minha quinta e mais recente experiência com Blog foi o convite para
escrever no espaço “Torcedor do Londrina”, na maior página de esportes do país,
o “GloboEsporte.com”. A este blog, que conta com ao menos uma publicação a cada
jogo do Londrina, chama-se “LECnRoll”! Esta aqui é minha sexta, veja bem “6xta”
experiência com blog! Há algo de mágico em sextas experiências. O sexto acorde
no campo harmônico de dó é lá menor! Relativa de dó! Não precisa entender de
música, só me entenda que, chegar na sexta, é como um recomeço, ainda que
diferente. Há uma pitada de amadorismo, o que trás de volta aquela energia
primordial. Mas deixa brecha para novidades. Experimentos. Estamos apenas
começando! Embora eu, agora, ainda que relutante, colocarei na sequencia um
ponto final.
domingo, 13 de agosto de 2017
PEDAL, SOLITO PEDAL
Pedal, solito pedal
Pedal
Solito pedal,
Triste pedal
Só.
Ando só...
Pelas rodovias de Londrina
PR 445, BR 369
Pelos quatro cantos da Pequena Londres
No horizonte as cidades longínquas que os caminhos por outrora nos levaria
Nos levará…
Na cabeça, na mente, oxigênio
Palavras, frases
Entrecortadas pelo vento e pelo
Som
Das canções ao fone de ouvido
The Strokes, Strokes
Taken for a fool
Como se eu fosse tu
E
Tu fosses eu!
Num universo tão amplo uma simplificação que não perturba
Que chega ao âmago da questão!
Carros passam
Mtbikers para trás
Bom dia!
Na cabeça a vontade de dominar o mundo com a bike
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